WhatsApp

 Grupo da Itinerante no WhatsApp

Amigos, este blog está em pausa, se momentânea ou eternamente não sei ainda. Vai depender de aparecer um game que me instigue a fazer novas postagens.

Mas eu e meus amigos continuamos na ativa, conversando muito sobre games e nerdices em nosso grupo no WhatsApp.

Este post é só para convidá-los a se juntar a nós. Para falar dos Finais Fantasys, Zelda, Pokemon, Dragon Quest, Persona ou de qualquer outro game ou tema que queira. Sempre tem alguém que joga, já jogou ou quer jogar. rs

Agora que praticamente todos já terminaram o Final Fantasy XV nós estamos comentando livremente a história, mas se alguém que ainda não finalizou entrar é só pedir que interrompemos os spoilers.

Então, caso queira se juntar a nós, basta clicar na imagem.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O Velho e O Mar - Hernest Hemingway



Dor Elegante (Zélia Duncan e Itamar Assunção
Letra: Itamar Assumpção e Paulo Leminski)

O que há em um livro com pouco mais de 100 páginas que o torna justificativa para laurear seu autor com o prêmio Nobel de Literatura de 1954?

O que há de interessante na estória de um velho pescando em alto mar, narrada de forma seca, crua, sem qualquer rebusque de linguagem, sem metáforas grandiloqüentes e praticamente sem diálogos?

O Velho e o Mar, de Hernest Hemingway, conta a estória de Santiago, um velho e cansado pescador ao fisgar um espadarte com quase 6 metros de comprimento que o arrasta mar adentro por 2 dias e 2 noites até que o consiga pescar e prender à borda do barco onde é devorado por um cardume de tubarões.

Este é o pano de fundo para a verdadeira estória: a luta do homem e a natureza, a vida e ele próprio. Santiago vai aceitando os desafios e superando-os um a um, sem raiva, sem desespero. Não luta contra e sim com e ao lado de seus desafiantes, reconhecendo em cada um o direito à luta.

“”Você está me matando, peixe”, pensou o velho pescador. “Mas tem o direito de fazê-lo. Nunca vi nada mais bonito, mais sereno ou mais nobre do que você, meu irmão. Venha daí e mate-me. Para mim tanto faz quem mate quem por aqui.”, diz já quase ao final da luta e de suas forças.

E quando percebe que não conseguirá impedir os tubarões de devorarem seu prêmio tão arduamente conquistado:

“Agora o velho mal podia respirar e sentia na boca um gosto estranho. Era um gosto de cobre, ao mesmo tempo doce, e durante um instante assustou-se. Mas não durou muito. Cuspiu no oceano e disse: - Comam isso, galanos. E saibam que mataram um homem.”

Ou quando luta consigo mesmo:

“”Já agora, velho Santiago, você está ficando com a cabeça muito confusa. Você precisa conservar-se lúcido. Conserve-se lúcido e aprenda a sofrer como um homem. Ou como um peixe. - Desperte, cabeça – disse numa voz que mal se podia ouvir. – Desperte.”

No final melancólico, sem maiores glórias ou troféus do que uma carcaça de espadarte amarrada ao barco e declarando a si próprio derrotado, vai dormir como única coisa que lhe resta a fazer.

A nós leitores fica o assombro de admiração pela bravura e honra das lutas travadas, pela grandeza dos limites físicos, mentais e emocionais superados como se banais e corriqueiros fossem.

E ao desejo de aplausos incessantes a um velhinho cansado soma-se um pequeno de alento de esperança por nós mesmos.


0 comentários:

Posts relacionados: