WhatsApp

 Grupo da Itinerante no WhatsApp

Amigos, este blog está em pausa, se momentânea ou eternamente não sei ainda. Vai depender de aparecer um game que me instigue a fazer novas postagens.

Mas eu e meus amigos continuamos na ativa, conversando muito sobre games e nerdices em nosso grupo no WhatsApp.

Este post é só para convidá-los a se juntar a nós. Para falar dos Finais Fantasys, Zelda, Pokemon, Dragon Quest, Persona ou de qualquer outro game ou tema que queira. Sempre tem alguém que joga, já jogou ou quer jogar. rs

Agora que praticamente todos já terminaram o Final Fantasy XV nós estamos comentando livremente a história, mas se alguém que ainda não finalizou entrar é só pedir que interrompemos os spoilers.

Então, caso queira se juntar a nós, basta clicar na imagem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Stravinsky - A Sagração da Primavera

A Primavera - Sandro Botticelli


A Sagração da Primavera - Stravinsky


Esta música - A Sagração da Primavera - de Igor Stravinsky, marca o início da era moderna para a música.


É um balé em 2 atos (Adoração à Terra e Sacrifício) e basicamente retrata um rito pagão de adoração à Terra culminando com um sacrifício humano. Foi apresentada pela primeira vez em Paris, em 28/05/1913, com coreografia do famoso bailarino Nijinsky.


A música por demais inovadora e a horrível coreografia produziram um resultado... Melhor deixar o próprio Stravinsky contar-nos:


"A complexidade da minha partitura exigiu um grande número de ensaios, que Pierre Monteux [o maestro] conduziu com sua habitual habilidade e atenção. Quanto à apresentação final, não posso comentar pois saí do auditório aos primeiros compassos do prelúdio, que provocaram risos imediatos da platéia. Eu estava revoltado. Aquelas demonstrações, inicialmente isoladas, logo se espalharam, provocando contra-demonstrações, e logo havia uma grande algazarra. Durante todo o tempo, estive ao lado de Nijinsky nos bastidores. Ele estava em pé numa cadeira, gritando "16, 17, 18..." - era a marcação para os bailarinos. Naturalmente, os pobres dançarinos nada podiam ouvir por causa do barulho da platéia. Tive que segurar Nijinsky pelas roupas, pois ele estava furioso, pronto para subir ao palco a qualquer momento e criar um escândalo. Diaghilev mandava os eletricistas acenderem e apagarem as luzes sucessivamente, esperando com aquilo parar o barulho. Isto é tudo o que me lembro daquela primeira apresentação. Estranhamente, tínhamos feito um ensaio geral para o qual convidamos, como era costume, vários atores, pintores, músicos, escritores e outros representantes da sociedade culta, e tudo tinha transcorrido pacificamente, o que me deixou ainda mais surpreso com o tumulto da estréia."


A coreografia ruim nem foi o pior e causa maior do rebuliço. Até então a música clássica seguia regras e normas rígidas quanto à forma, com o ritmo sempre subordinado à melodia e à harmonia. Na Sagraçao, centenas de instrumentos (38 só de sopro) promoviam uma sonoridade inusitada, um ritmo insubordinado, um caos aparente, ainda que controlado.


Desta revolução na forma como se via a música e da inspiração que produziu nos compositores futuros surgiu tudo o que hoje chamamos de música moderna.




Balé A Sagração da Primavera - parte 2 Sacrificio
Coreografia de Pina Bausch


Ah... Você é corajoso o suficiente para encarar a coreografia original? Então tá:

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=bjX3oAwv_Fs

Boa sorte. rsrs


Texto do Stravinsky e muita inspiração retirados do blog
Depredando o Orelhão.

1 comentários:

Paulo N. disse...

é legal, mas muito aguçado pra meus sentidos, e eu preciso de mais uns pontos de QI pra "entender"
isso me tras uma velha lembrança de quando levei uma ex-namorada pra assistir CARMINA BURANA no CredCard Hall

Posts relacionados: