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 Grupo da Itinerante no WhatsApp

Amigos, este blog está em pausa, se momentânea ou eternamente não sei ainda. Vai depender de aparecer um game que me instigue a fazer novas postagens.

Mas eu e meus amigos continuamos na ativa, conversando muito sobre games e nerdices em nosso grupo no WhatsApp.

Este post é só para convidá-los a se juntar a nós. Para falar dos Finais Fantasys, Zelda, Pokemon, Dragon Quest, Persona ou de qualquer outro game ou tema que queira. Sempre tem alguém que joga, já jogou ou quer jogar. rs

Agora que praticamente todos já terminaram o Final Fantasy XV nós estamos comentando livremente a história, mas se alguém que ainda não finalizou entrar é só pedir que interrompemos os spoilers.

Então, caso queira se juntar a nós, basta clicar na imagem.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O desejo de confessar

“Precisamos de livros que nos afetam como um desastre, que nos magoam profundamente, como a morte de alguém que amamos mais do que a nós mesmos. Um livro tem que ser como um machado para quebrar o mar de gelo que há dentro de nós.” (Franz Kafka)



Pra ser sincero - Engenheiros do Hawaii


Apesar do nome russo que soa tão complicado, Fiodor Dostoievsky tem uma escrita simples, pura e crua, sem rodeios, direto ao ponto. Fosse apenas pela forma que escreve, diria que é um dos mais fáceis de se ler, mas pelo conteúdo a estória é diferente...

Crime e Castigo é sobre um jovem (Raskolnikov) culto, inteligente e muito pobre que mata uma senhora idosa e rouba seu dinheiro, ainda que não consiga usufruir deste, escondendo-o apenas. Apesar de suspeito não é preso. Assoberbado pela culpa vai aos poucos sentindo um forte impulso ou desejo de confessar o crime e receber um castigo que o absolva. Na outra ponta um investigador inteligente e paciente aguarda o que considera uma confissão inevitável. Um triller de suspense e um drama psicológico que acompanhamos avidamente, passo a passo.

Definitivamente um livro tão provocante quanto os aspirados por Kafka. Não à toa é considerado um dos melhores, senão o melhor, romance já escrito.

É uma paulada na cabeça! Deixa as idéias confusas, a mente zonza. "E eu, no lugar de Raskolnikov, teria matado? E se tivesse matado, depois teria usufruido do fruto do crime ou, como ele, teria me perdido em culpas e no desejo de confessar? Sou tão amoral quanto ele? Mas seria ele realmente amoral e errado ou apenas humano, como eu?" E por aí vai...

...

E você? Já sentiu esta vontade irresistível de confessar algum pecado?


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