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Mostrando postagens de Abril, 2009

Páscoa e os Ovos Fabergé

Ovo Memória de Azov (1891) oferecido por Alexandre III a Maria Feodorovna A tradição de presentear com ovos na páscoa é mais um hábito pagão apropriado e convertido pelos cristãos. Originalmente era um ritual que acontecia no Equinóquio da Primavera onde os participantes após decorar e pintar ovos os escondiam nos campos para celebrar a fertilidade. Muitos povos utilizaram ovos de verdade, pintados e decorados, para celebrar a chegada da Primavera. Os cristãos se apropriaram da idéia do Ovo para festejar a Páscoa, data que marca a ressurreição de Jesus, pintando-os originalmente com figuras religiosas, em concílio de 325 d.c.. Somente no séc 18 é que cozinheiros franceses tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate para a ocasião. Mas, os mais belos ovos foram produzidos entre 1885 e 1917 em ouro e prata e adornados com pedras preciosas na Rússia, por um artesão chamado Fabergé, atendendo à encomenda do Czar Alexandre III como presente de páscoa para sua esposa. Cada peça continha

Aniversário da Índia

A lenda da Moça-Lua Muito antigamente só havia a noite e o dia. E a noite era tão escura que deixava os homens assustados e aconchegados em suas casas, ao pé do fogo. Em toda a tribo, só uma índia não tinha medo da noite. Ela saía na escuridão e voltava com os cabelos cobertos de vaga-lumes. Passeava na beira do rio, mas todos ficavam tranqüilos porque ela dizia que não havia perigo. Esta índia era diferente de todas as outras, pois nascera com a pele muito branca e nada lhe metia medo, muito menos uma noite escura. Entretanto, havia uma outra índia de olhar escuro como a própria noite que não via o ato da outra com bom coração. A inveja foi crescendo dentro dela e um dia tentou caminhar noite a dentro, mas acabou cortando os pés nos gravetos e seixos da margem do rio. Cheia de ódio e inveja, foi então falar com a cascavel: -"Cascavel, preciso de teu auxílio" -"Para o bem ou para o mal?", perguntou a rastejante -"Para o mal" A cascavel bailou fe

Livros grátis

Imagem: A Leitora - Jean-Honoré Fragonard Sou viciada em leitura desde antes de aprender a ler. No auge de minha carreira de leitora ávida (vulgo rato de biblioteca) lia 500 páginas por noite sem qualquer dificuldade. Nos finais de semana a contagem era por número de livros. Viciozinho bacana que aumenta a cultura, o raciocínio, a inteligência, etc... etc... E faz um danado de um rombo no orçamento! Na juventude, incapaz de sustentar o vício e apavorada com a proximidade da síndrome de abstinência, os tremores, os delírios, as noites em claro com a mente confusa, confesso envergonhada que já "emprestei" um ou dois livros de bibliotecas. Lógico que este hábito além de pouco salutar era arriscado e acabei singrando para romancezinhos baratos e horrorosos (da série Júlia, Bianca, Sabrina) e algumas vezes em épocas realmente negras apelei para o consumo de bulas de farmácia, o que sempre alivia um pouco a necessidade. Assim sobrevivi até o surgimento da internet com tro