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 Grupo da Itinerante no WhatsApp

Amigos, este blog está em pausa, se momentânea ou eternamente não sei ainda. Vai depender de aparecer um game que me instigue a fazer novas postagens.

Mas eu e meus amigos continuamos na ativa, conversando muito sobre games e nerdices em nosso grupo no WhatsApp.

Este post é só para convidá-los a se juntar a nós. Para falar dos Finais Fantasys, Zelda, Pokemon, Dragon Quest, Persona ou de qualquer outro game ou tema que queira. Sempre tem alguém que joga, já jogou ou quer jogar. rs

Agora que praticamente todos já terminaram o Final Fantasy XV nós estamos comentando livremente a história, mas se alguém que ainda não finalizou entrar é só pedir que interrompemos os spoilers.

Então, caso queira se juntar a nós, basta clicar na imagem.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

18) Declaração



Cheguei à cozinha quando Tana já estava com a mão na maçaneta da porta de saída.

- Aonde vai?

- Ai, menino! Já não disse para não me assustar deste jeito, andando assim silenciosamente?

- Não mude de assunto, Tana. O que sabe sobre o medalhão e onde está indo apressada deste jeito?

- Não sei de nada sobre ele. Só achei bonito. E estou indo... – Parou por um segundo procurando uma desculpa satisfatória, mas a conhecia bem demais para me deixar enganar. Ela não sabia mentir direito.

- Não sairá daqui enquanto não me contar tudo. - Postei-me em frente a porta.

- Adriel, menino, sabe que não faria nada ruim, não é? Não quero te contar porque ainda não tenho certeza. É isto que estou indo verificar. Deixe-me ir e na volta contarei tudo.

- Contar o quê?

- Acho que aquele medalhão pode ser o que a Rainha aguarda há mais de 20 anos. Preciso contar a ela. E também sobre a tentativa de assassinato da menina. Ouvi quando te falou. Parece ser um dos nossos. Cabelos brancos e orelhas pontudas são características dos elfos, mas não entendo. Qualquer Elfo de Luz ficaria feliz com o retorno do medalhão e protegeria seu portador. Só se for um Elfo Negro. Mas, que motivo teriam para tanto? Se quisessem o medalhão poderiam simplesmente furtar. Não seria necessário matá-la. Não faz sentido.

- Você promete voltar imediatamente e me contar tudo?

- Prometo. E enquanto isto mantenha a menina sob seus olhos. Não a deixe voltar para a tapera sozinha em nenhuma hipótese. Se for o que estou pensando a Rainha vai querer a ver imediatamente.

- Nem pensar, Tana. Maise passou por muita coisa nos últimos dias. Ela precisa de um tempo. Seja lá o que estiver acontecendo, diga isto à Rainha. Não permitirei que seja perturbada até estar totalmente recuperada e descansada. Uma visita à Etera está fora de questão pelas próximas semanas. – Ela me olhou de cima abaixo, querendo discutir, mas aparentemente sua pressa em ir até a Rainha venceu.

- Darei o recado, menino, só não vou prometer nada. Para a Rainha, o medalhão é importante, mas não tanto quanto a portadora. Vamos ver. Volto assim que possível. Não se esqueça: cuide dela. – Assumiu sua forma de fada e saiu voando com suas pequeninas asas.

Cheio de curiosidade, voltei à sala. Maise estava na varanda, olhando para o mar.

- Adriel, como é bonita a sua vista! Deve ser maravilhoso morar aqui. – Disse, sorrindo assim que me viu.

- Sim, é linda. – Respondi, mas não estava me referindo à paisagem. Mesmo cheia de arranhões ela estava linda. Seu cabelo brilhava ao sol e seus olhos azuis me hipnotizavam. Quando dei por mim estava tocando sua face com as costas de minha mão e a olhando embevecido. Retirei a mão e desviei o olhar constrangido. – Desculpe.

- Por quê?

- Por tê-la tocado sem sua autorização. Vai pensar que sou um aproveitador.

- Imagine, Adriel. Na verdade gostei muito. Fazia tempo que ninguém me fazia um carinho sincero.

- Ah, Maise, não diga isto. Já é difícil não me aproximar sem incentivo! Você está fazendo uma bagunça comigo.

- Eu? Por quê? Como assim?

- Você me deixa confuso. Normalmente não me sinto assim com humanas e tenho dificuldades em lidar com isto.

- Porque é um anjo?

- Sim. Não. Quer dizer, também! – Ela apenas me olhou daquele jeito, com os olhos azuis imensos bem abertos e interrogativos.

- Porque sou um anjo, também, mas é que estes sentimentos não são comuns em mim, normalmente. Não estou acostumado com eles e é perturbador. É estranho e incômodo. Eu estava planejando viajar uns dias, antes do seu acidente, para tentar me concentrar melhor, mas agora...

- Agora estou aqui, perturbando você novamente? Quer que eu vá embora? Assim pode retomar seu plano. – Ela parecia magoada ao dizer isto.

- Não! Você entendeu mal. Não é isto! Gosto de você. É adorável, surpreendente, cheia de vida, de calor, de alegria. Estar próximo a você é como estar mergulhado no sol, inundado de energia. É só que é bom demais e tenho a impressão de querer sempre mais e mais e de nunca estar satisfeito. Quero estar perto de você o tempo todo, entende? – Pronto! Falei! E seu rosto iluminou-se ao ouvir.

- Ah, que bonito isto do sol! Obrigada! Também gosto de estar com você. Gosto quando me toca e ainda mais quando me chama de querida. – Abriu um sorriso imenso e seus olhos brilharam felizes.

- Ahhh... Hummm... Bom... – Ela gostava de mim também? Estava perdido. Não encontrava mais meu raciocínio. Limpei a garganta, sacudi a cabeça e tentei recomeçar, mas ela riu. Acabei rindo junto de minha própria falta de jeito.



Texto registrado no Literar.

Versão em texto simples para impressão aqui.

Imagem: Maise encontrada originalmente em HJI.

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