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 Grupo da Itinerante no WhatsApp

Amigos, este blog está em pausa, se momentânea ou eternamente não sei ainda. Vai depender de aparecer um game que me instigue a fazer novas postagens.

Mas eu e meus amigos continuamos na ativa, conversando muito sobre games e nerdices em nosso grupo no WhatsApp.

Este post é só para convidá-los a se juntar a nós. Para falar dos Finais Fantasys, Zelda, Pokemon, Dragon Quest, Persona ou de qualquer outro game ou tema que queira. Sempre tem alguém que joga, já jogou ou quer jogar. rs

Agora que praticamente todos já terminaram o Final Fantasy XV nós estamos comentando livremente a história, mas se alguém que ainda não finalizou entrar é só pedir que interrompemos os spoilers.

Então, caso queira se juntar a nós, basta clicar na imagem.

domingo, 12 de julho de 2009

31) Sedução


- Querida, acorde. – Ele estava tentando acordar-me com beijinhos no rosto.

- Quero dormir, Anjo. - Estava escuro ainda.

- O sol já vai nascer. Venha comigo à praia. – E continuava com os beijos, apertando-me a seu corpo. Ainda meio sonolenta, agarrei-me a ele buscando um beijo.

- Vamos dorminhoca. – Ele desviou do beijo e deu-me um tapinha nos ombros. Levantei mal humorada.

Não levei o material de pintura. Estava com muito sono para pintar. Sentei ao lado de Adriel e ficamos vendo o dia clarear. O sol nasceu esplendoroso e logo estava inteiro no horizonte completamente azul e sem nuvens. Hoje seria um dia bonito e quente.

Voltamos para a cabana e Tana já estava lá, preparando nosso café da manhã.

- Tana! – Exclamei abraçando-a. Estava com saudades dela.

- Oi, minha menina. Se não parar de me agarrar, o leite vai transbordar. – Era a mesma, ralhando como sempre. Sorri, largando-a e indo sentar com Adriel na mesa. – Quero saber se o menino cuidou bem de você.

- Cuidou sim, Tana. Muito bem, aliás. Adriel foi perfeitamente cavalheiro e gentil. Tana, ele disse que você é uma fada, verdade?

- É sim, menina.

- Depois você mostra suas asas? Quero saber de tudo. Ele disse que você mora em um reino encantado.

- Depois que eu for viajar, Tana. Hoje ainda quero Maise só para mim. – Adriel falou sério.

- Humpf!!! Já não ficou com ela por três dias?

- E vou ficar o quarto. Depois que viajar ficará aos seus cuidados e poderão conversar a vontade e até visitar Etera se quiserem.

- Sério que posso ir lá? Não é proibido para humanos ou coisa parecida?

- Lógico que pode. A Rainha vai adorar conhecer você.

- Na quarta-feira então, Tana. Hoje quero ficar com Adriel e arrumar a cabana com os novos móveis. Amanhã quero descansar, pintar e ler os dois diários de meu pai que faltam.

- Muito bem, menina. Vou avisar a Rainha e preparemos uma festa em Etera para receber você.

- Não é muita coisa para uma simples visita?

- Não é não, mas agora coma. Na quarta-feira entenderá tudo.

- Sim, mamãe. – Falei brincando e comi, ainda intrigada.

Durante a manhã descarregamos e instalamos os eletrodomésticos. Finalmente uma TV decente, música, telefone, microondas, máquina de lavar roupas e uma geladeira decente. Saindo da idade das trevas. Adriel foi à cidade tentar resolver a questão do acesso da internet e a instalação de uma linha de telefone, enquanto Tana e eu esvaziávamos os armários e o guarda-roupas. Adriel traria Marta e mais uns dois ajudantes para os móveis.

O caminhão chegou logo após o almoço e senti-me como uma criança abrindo presentes na noite de Natal. E ganhei um presentão. Estava embrulhado com um bonito papel beje e com laços de fita vermelha. Olhei para Adriel com interrogação, mas ele apenas mandou-me abrir.


- Minha cadeira! Anjo! Ah, obrigada! Não devia ter comprado. É muito chique para a cabana. – Voei para ele, abraçando-o feliz. Por mais que não devesse, era apaixonada por ela e estava contente que ele não tivesse sido tão racional como eu.

- Queria que tivesse algo para lembrar-se de mim. Sabia que era tua cadeira preferida. E ficará perfeita no canto perto ao lado da escrivaninha. Assim a verá quando estiver deitada e pensará em mim. – Ah, que bandido! Como se eu precisasse de algo para pensar nele e sentir sua falta.

- Obrigada, Anjo. Adorei. Será meu cantinho favorito, perfeito para ler. Vou sentir saudades. – Apoiei o rosto em seu peito, para ouvir seu coração um pouquinho.

Arrumamos tudo rapidamente e como estávamos em várias pessoas, Tana sugeriu um churrasco na praia, perto da casa de Adriel. Fomos todos para lá e após comermos ficamos conversando ao redor da fogueira. Antonio era um contador de causos hilariante e rimos muito de suas estórias doidas. Quando foram embora já era tarde.

Adriel e eu entramos para nossa última noite. Não deixei que fosse antes. Queria que dormisse ao menos uma noite em nossa nova cama, infelizmente maior do que a anterior. Era muito bonita e fiquei admirando-a e aos outros móveis novos por alguns momentos.

- Está feliz, pequena?

- Ficou linda, não é?

- Ficou encantadora. Parecida com você. Quente e acolhedora.

- Agora vá se trocar. Vou até minha casa e estarei de volta antes de estar pronta.

- Não demore, anjo. – Fui trocar-me.

Também tinha uma surpresa para ele. Comprei no shopping de São Pedro enquanto ele estava na livraria. Era uma camisola curta, branca, de seda e renda, delicada e feminina. Tinha pensado em não usar, mas era nossa última noite e queria um beijo ao menos. Quem sabe não conseguiria mais do que um beijo?

Esperei-o sentada em sua cadeira, fingindo ler um livro.

...

Texto registrado no Literar.

Imagem da maçã daqui.

Cadeira Bear dos Irmãos Campana daqui.

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