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 Grupo da Itinerante no WhatsApp

Amigos, este blog está em pausa, se momentânea ou eternamente não sei ainda. Vai depender de aparecer um game que me instigue a fazer novas postagens.

Mas eu e meus amigos continuamos na ativa, conversando muito sobre games e nerdices em nosso grupo no WhatsApp.

Este post é só para convidá-los a se juntar a nós. Para falar dos Finais Fantasys, Zelda, Pokemon, Dragon Quest, Persona ou de qualquer outro game ou tema que queira. Sempre tem alguém que joga, já jogou ou quer jogar. rs

Agora que praticamente todos já terminaram o Final Fantasy XV nós estamos comentando livremente a história, mas se alguém que ainda não finalizou entrar é só pedir que interrompemos os spoilers.

Então, caso queira se juntar a nós, basta clicar na imagem.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

44) Tradicional e conservador


- Você quer se casar comigo? Foi isto mesmo que você disse ou entendi errado? – Perguntei, de tão surpresa que fiquei.

- Você ouviu direitinho, não fuja da pergunta. Aceita?

- Sim, sim, sim, é lógico que sim! É o que mais quero na vida. Quando vamos nos casar? Que tal amanhã?

- Ei, calma, mocinha. – Ele riu de minha empolgação. – Podemos ir ao cartório de Portal e ver qual o prazo mínimo. Que tal?

- Antônio vai adorar a novidade. Podemos chamar ele e Marta para padrinhos, o que acha?

- E Tana e Eliah? – Adriel propôs.

- Tana pode usar sua aparência humana, mas Eliah? Aliás, e todos os encantados? Como faremos com humanos e encantados juntos?

- É verdade. – Ele ficou pensativo e tentei visualizar a igreja com todos os convidados. Imaginei o choque dos aldeões ao ver os pequeninos.

- Não vai dar certo. – Eu disse chateada.

- Podemos fazer duas cerimônias. Casamento civil para os humanos em Portal e o religioso com os encantados, em Etera.

- Os humanos vão estranhar se não tiver casamento na igreja e nenhuma comemoração. Vai parecer que estamos escondendo algo, casando assim apressados. – Franzi a testa ao imaginar os comentários.

- Então fazemos três cerimônias e duas festas. – Adriel disse e demos muitas risadas com a idéia.

- Podemos nos casar apenas no cartório, sem dizer nada a ninguém, só com duas testemunhas e depois contar a todos.

- Não senhora. Vamos fazer tudo direito. Quero casar na igreja, com a benção de Deus. Sou tradicional neste aspecto e faço questão. Tana e os encantados também farão questão de um casamento ritual e de muita festa para sua rainha.

- Ai, Adriel, isto vai ser uma trabalheira. Estou cansada só de imaginar.

- É melhor começarmos logo. Quero que estejamos casados em um mês, no máximo. E não vamos dormir juntos neste período. Você é tentadora demais e quero esperar até o casamento.

- Adriel, você não está sendo conservador demais? Se vamos casar, porque esperar?

- Maise, não imaginava casar-me, mas agora que vou, quero que seja perfeito. Faço questão de seguir toda a tradição. Quero ver você entrar na igreja, toda vestida de branco. Ficará linda de noiva.

- Pensei que as mulheres é que faziam questão destas coisas. – Eu disse um tanto chateada.

- É melhor ir acostumando. Sou tradicional e conservador nestes assuntos. E se quiser usufruir deste corpo terá que passar por todo o ritual. – E riu ao dizer isto, o bandido!

- Peste! Aceito então, mas nada feito quanto a dormirmos separados. Se você quer esperar, é problema seu resistir à tentação.

- Sem truques sujos então. Nada de paninhos indecentes. Aliás, por falar neles, espero que faça uma coleção para usar todas as noites depois de nosso casamento. Adorei aquilo.

- Sei. – Tive que rir ao lembrar-me da noite em que usei aquela pequena camisola branca e ele nem conseguia falar direito de tão perturbado. Ele também deveria estar pensando nisto, porque beijou-me até que fiquei sem fôlego.

- Teremos que voltar a São Pedro para comprar. Podemos aproveitar para convidar François e seus pais.

- Hummm... Desde que ele não te chame de querida na minha frente. As coisas mudaram e agora só eu posso te chamar assim. É bom. Assim ele perde todas as esperanças.

- Que anjo malvado você está se tornando! – Gargalhei.

- Não malvado. Apenas humano, muito humano, quando você é o assunto. Você é minha, querida e não vou te dividir com ninguém mais. Nem com Etera. Será rainha apenas de meu coração.

- Etera! Tinha me esquecido disto!

- Está pensando em assumir o trono?

- Não. Ao menos não agora. É tudo tão esquisito. Nem sou uma encantada. Como poderia ser sua rainha?

- Faça como disse a eles, meu amor. Vá conhecendo devagar e se um dia você achar que deve, apoiarei e ajudarei no que puder. Só peço um pouquinho de tempo para nós antes. Vamos viver só nós dois ao menos alguns meses. Concorda?

- Será que devemos esperar para casarmos? Vovó morreu agora. Não vai parecer falta de respeito?

- Você ouviu o que ela disse. Deu-nos sua benção. Queria que você fosse feliz e onde estiver com certeza estará contente com nosso casamento.

- Também acho, anjo. Pena que ela não estará presente.

- Não em corpo, mas certamente estará em espírito.

- Espero que sim. Farei tudo que puder para honrar minha herança, mas você está certo. Tenho que ir devagar para não fazer nada errado. Etera está em boas mãos e nós merecemos um tempo só nosso.

- O que acha de Elros? – Ele perguntou.

- Não sei. Mal o conheço, mas vovó disse para confiar nele e foi o que fiz. O que você acha?

- Também não sei, querida. Parece um bom sujeito, decente e honesto, mas temos que nos informar melhor. Com o tempo saberemos se é realmente confiável.

- Adriel, acho que estaria apavorada se não estivesse ao meu lado. Saber que está comigo deixa-me forte e tranqüila. E saber que não irá mais embora, que nos casaremos, é bom demais! Será que é mesmo permitido ser assim tão feliz?

- É sim, amor. Nós não deixaremos que nada fique entre nós e cuidaremos sempre de nosso amor para que nada o atinja e só mesmo a morte nos separará.

- Anjo, não fale disto nunca mais, por favor. Não quero nem mesmo pensar nisto.

- Está bem. Não tocaremos mais neste assunto. Quero apenas que me prometa uma coisa.

- O quê?

- Se algo acontecer comigo, algum dia, prometa que não fará nada contra você e que vai continuar vivendo da melhor forma possível.

- Ah, Adriel, não sei se posso prometer isto. Como viveria sem você?

- Prometa, Maise. A vida é uma dádiva de Deus e você tem um longo caminho pela frente. Não quero viver sabendo que faria algo contra você mesma por minha culpa.

- Está certo. Prometo que vou continuar vivendo, mas é só isto.

- Muito bem. Agora venha aqui.

Ele beijou-me novamente, muitas vezes, até esquecer do que estávamos falando, de onde estava e até mesmo de quem era.

Definitivamente este anjo humano agradava-me muito!



Texto registrado no Literar.

Imagem daqui.

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