terça-feira, 25 de agosto de 2009

Porque não sou uma máquina (ou Aniversário de A Itinerante)



Hoje o blog A Itinerante completa um ano de existência. Neste período, foi visitado 17.200 vezes e recebeu 3.049 comentários em seus 150 posts. Para que estes números acontecessem, despendi aqui uma média de 4 horas diárias, o que perfaz um total de 1.460 horas, gastos entre elaboração e manutenção de template, desenvolvimento de outros blogs, aprendizado de hmtl, busca e manipulação de imagens, pesquisas, elaboração e revisão dos posts, respostas aos comentários e muitas visitas, leituras e comentários nos blogs de meus amigos, comentaristas e visitantes, além de diversas outras atividades.

1.460 horas equivalem a dois meses dedicados exclusivamente ao blog neste ano de existência. Se eu tivesse feito faxina, para dar um exemplo modesto, com estas horas a uma base de R$ 10,00 por hora teria ganho R$ 14.600,00 (quatorze mil e seiscentos reais). Isto se tivesse feito faxina. Imagine se tivesse feito mais de meu próprio trabalho ou qualquer outro melhor remunerado.

Se tivesse dispensado a empregada e feito o seu trabalho já teria economizado uma boa grana. Ou poderia ter aprendido uma língua, aprimorado o inglês, desenvolvido a culinária, pintado quadros, escrito mais livros, visto mais cinema, escutado mais música, engajado em campanhas em prol do planeta, da política e de tudo o que é participação consciente, ido a mais shows e exposições, namorado mais, curtido mais meus filhos, jogado mais wii, sido mais amiga, filha, irmã. Eu poderia ter sido mais infinitas coisas e feito sem número de tarefas e ganhado mais dinheiro nestas 1.460 horas.

Então por quê?

Porque os dias, as semanas, os meses e os anos vão passando vertiginosamente enquanto busco sobreviver à realidade. E às vezes parece que sou apenas uma máquina de trabalhar para pagar contas e de fazer coisas que devo. E muitas vezes penso que jamais trabalharei o suficiente para pagar todas as contas ou farei todas as coisas que devo. Ou que um dia acordarei mesmo como um robô kafkaniano.

E o que sou? O que penso? O que sinto? E meus sonhos, minhas fantasias, minhas ilusões?

Aqui, no blog A Itinerante, a parte de mim que não é uma máquina, vive, respira, toma ar em largos goles, aparece, ganha sobrevida, reafirma as esperanças, readquire fé, reconhece-se, envaidece-se, sente orgulho de ser o que é, de continuar existindo e resistindo apesar de todas as improbabilidades e dificuldades.

Aqui está o meu melhor e sou melhor, porque aqui está minha alma.

E é por isto que espero deixar de ganhar mais R$ 14.600,00 nos próximos 365 dias:

Porque não sou uma máquina.


PRESENTE DE ANIVERSÁRIO



Estes bonecos sorridentes e fofíssimos são Adriel e Maise pela arte de Patrícia Daltro, do blog A Vida sem Manual, presente de aniversário do blog. :DDD

Para quem não conhece, a Patrícia é uma escritora simplesmente deliciosa, com um talento espetacular e é um doce de pessoa. Não bastasse tudo isto ainda faz um artesanato maravilhoso, que vocês podem conferir em seu blog Patch & Outras Coisas. Vejam os bichos de maçaneta, chaveiros, bolsas, almofadas e mais uma infinidade de criações lindas. Eu fui, fiquei encantada e escrevi com a sugestão, que ela abraçou no mesmo instante. São dois chaveirinhos e agora andarei com Adriel e Maise para tudo quanto é lado. rsrs

Obrigada Patrícia! Amei, amei, amei. :DDD

...

ADRIEL

Quando pensei em escrever um romance, as idéias foram surgindo nem sei de onde e quando vi estava já com toda a estória de Adriel pronta, do começo ao fim em minha cabeça. Bastava apenas tirar de lá. O único problema é que era imensa, com montes de personagens e material para dois ou três livros.

Bom, lógico que fiquei apavorada e lembro que tinha decidido cortar praticamente toda a parte das fadas, centrando-me apenas no romance dos dois. Foi com este enredo menor que comecei a postar. Só que os personagens ganharam vida própria e foram inserindo-se tão devargarzinho e sorrateiramente que quando vi estava todo mundo de volta. rsrs

Então, sim, a estória completa é uma trilogia. A Trilogia do Anjo. O primeiro livro é Adriel, o segundo é Etera e não posso dizer o nome do terceiro livro sem entregar o jogo.

Meu desejo primeiro foi mostrar valores esquecidos e sentimentos verdadeiros, amor puro como todos imaginamos existir. Eu queria escrever sobre um relacionamento em que não houvesse brigas, joguinhos, ciúmes, desconfiança, insegurança. Queria que um jamais maltratasse o outro. Que tivessem respeito um pelo outro. E amor, muito amor. Como deve ser.

Em segundo lugar esta é uma estória de superação e aprendizado de Adriel, que mesmo sendo um anjo tem coisas a aprender e de Maise que ao início é apenas uma mocinha ingênua agindo mais por impulso e emoção e deixando-se levar pelos acontecimentos.

Este primeiro livro pode ser considerado uma introdução à estória propriamente dita que se desenvolverá quase que inteiramente no segundo livro. O terceiro livro é mais como uma complementação e talvez nem seja escrito e esteja resumido no final do segundo.

Já aviso que Etera é similar a Lua Nova e tão ou mais triste, mas não vou escrever agora. Quero descansar um pouco desta estória e escrever outra no intervalo.


NOVO TEMPLATE


Planejei inaugurar hoje o novo template, mas infelizmente não deu. A imagem acima é uma idéia aproximada de como ficará. Se tudo correr como desejo, neste final de semana, de sexta a noite até o final de domingo o blog estará fechado para a troca do template.

Reinaugurarei, espero!, no domingo a noite, falando sobre a nova estória que vou escrever: Canto de Liberdade.

Desejem-me sorte. :DDD

...

Beijos a todos e obrigada, muito obrigada mesmo, por estarem comigo aqui durante este período. A amizade de vocês é Mastercard Gold: Não tem preço! :DDDD

Fim. Ufa!!! rsrs


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