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 Grupo da Itinerante no WhatsApp

Amigos, este blog está em pausa, se momentânea ou eternamente não sei ainda. Vai depender de aparecer um game que me instigue a fazer novas postagens.

Mas eu e meus amigos continuamos na ativa, conversando muito sobre games e nerdices em nosso grupo no WhatsApp.

Este post é só para convidá-los a se juntar a nós. Para falar dos Finais Fantasys, Zelda, Pokemon, Dragon Quest, Persona ou de qualquer outro game ou tema que queira. Sempre tem alguém que joga, já jogou ou quer jogar. rs

Agora que praticamente todos já terminaram o Final Fantasy XV nós estamos comentando livremente a história, mas se alguém que ainda não finalizou entrar é só pedir que interrompemos os spoilers.

Então, caso queira se juntar a nós, basta clicar na imagem.

sábado, 19 de setembro de 2009

TRILOGIA DO ANJO - ETERA - 1) Retorno a Portal do Sol

Chegamos a pouco a São Luis. Fazia já três semanas que havíamos nos casado e que estávamos navegando pela costa do nordeste brasileiro. Mais uma semana apenas e voltaríamos para casa.

Casa... Sorri ao sentir a sensação quente e reconfortante ao pensar em Portal do Sol e em nossas duas casas, a maior de Adriel onde viveríamos e a cabana que seria sempre nosso refúgio.

Olhei para ele recém saído do chuveiro e admirei-me ainda uma vez por sua beleza, sem conseguir ainda acreditar que aquele monumento de homem fosse meu marido e que fôssemos tão felizes.

Estávamos preparando-nos para desembarcar quando seu celular tocou. Paramos um segundo olhando-o intrigados. Não tocara nestas semanas. Nós é que tivemos que ligar para casa depois de algum tempo, em busca de notícias.

Adriel atendeu, ficou ouvindo sem quase falar e desligou dizendo que estávamos indo.

- Era Elros. O complexo e o Portal estão sendo atacado por demônios e elfos negros.
Parece que a situação é séria. Temos que ir agora. – Ele falou apressado ao mesmo tempo em que colocava o restante das roupas.

- Como iremos, amor? De avião? De barco demoraremos muito.

- Mesmo com avião não daria tempo. Deixaremos o barco aqui e vamos voando. Está pronta?

- Adriel, sinto uma sensação ruim. Sei que não podemos deixar de ir, mas tenho medo.

- Também sinto, pequena. Fique aqui à minha espera. Voltarei assim que puder e continuaremos nossa lua de mel. – Ele tinha sentado à beira da cama, comigo ao seu colo, como sempre fazia quando queria que eu prestasse atenção. Uma de suas mãos segurava as minhas enquanto a outra arrumava um cacho de cabelo atrás de minha orelha.

- Não. Nem pensar. Ficaria louca aqui, sem notícias suas e além disto, é meu povo também e minha responsabilidade. Se tivesse concordado com Elros e fechado o Portal eles estariam seguros.

- Fechar o Portal estava fora de cogitação. Você não poderia perder contato com seus únicos parentes. Não se culpe. – E beijou-me no rosto, carinhosamente, ao dizer isto.

- Pode ser, mas quero ir junto e estamos perdendo tempo com esta conversa. Vamos.

- Está certo, querida. Apenas quando chegarmos ficará fora da área de luta, Não quero que corra perigo.

Levantamo-nos e antes de partir, agarramo-nos, trocando um beijo esfomeado.

Adriel pegou-me em seus braços tão fácil como se fosse um pacotinho de 1kg de arroz e voou em direção às nuvens para não despertar atenção.

Ele voou o mais rápido que pode e chegamos a Portal do Sol em menos de 20 minutos. Do alto avistamos explosões em várias partes do complexo, deixando rastros de fumaça escura.

Pousamos na varanda de nossa casa onde a confusão parecia se concentrar, com uma profusão de anjos e demônios lutando em duplas em meio a elementais de Etera engalfinhados com elfos negros.

Apontei a Adriel um dos cantos e seguindo meu olhar deu com Yzar e Eileen que apenas observavam o desenrolar da disputa. Ambos estavam ricamente trajados e em pose altiva, denotando serem os líderes dos invasores.

Alguns anjos de Celes estavam próximos, procurando chegar até o bandido, mas sem conseguir passar pela sua guarda. Avistamos Gnon Knur comandando um grupo de arqueiros que atiravam flechas explosivas contra os demônios e vários outros elementais conhecidos envolvidos na luta.

Elros chegou por trás de nós, usando um escudo e uma espada para bater naqueles inimigos que se aproximavam.

- Adriel, Maise! Que bom que vieram, mas precisamos tirar Maise daqui e levá-la até onde estão as mulheres e crianças.

- Onde está Tana? E Niis? Estão seguros? – Indaguei ao lembrar-me de meus dois melhores amigos.

- Sim, mas recusaram-se a ficar no abrigo e estão na defesa do Portal, com o restante dos Gnomos e Fadas.

Os demônios tinham percebido nossa presença e é lógico que agora se aproximavam ávidos para o ataque. Adriel era seu maior inimigo e eu era a herdeira de Etera. Éramos os melhores alvos.

Elros protegia-nos com o escudo e Adriel fazia uma pequena ventania com suas asas, dificultando a aproximação.

- Vamos, Maise. Vou tirar você daqui. – Ele disse.

Tudo aconteceu em breves segundos, mas foi tão intenso que pareceram durar horas.

- Olhem o anjinho chegou. Trouxe a amada como escudo? - Yzar falou, concentrando as atenções.

- Fique longe dela, Yzar. Sua disputa é comigo. – Respondeu Adriel, abraçando-me.

Foi neste momento que vi minha avó Selena e minha mãe Luna surgirem na frente dele, caminhando para minha direção com expressões preocupadas.

- Vovó, Mamãe! – Exclamei surpresa, enquanto um grupo que chegara pela lateral atacava Adriel e Elros com intensidade, fazendo-o soltar minha cintura e forçando-o a se defender.

Elas chegaram até onde estávamos e posicionaram-se ao meu redor. Percebi que estava sendo envolvida por uma camada energética grossa, apesar de transparente. Olharam-me sorrindo e pegaram em minhas mãos.

Distraídos como estávamos, Adriel e Elros lutando com o grupo de demônios e eu com a presença de minha mãe e avó, esquecemos Yzar. Não vimos que dera forma a uma flecha de fogo e que a apontava em minha direção.

- Maise, cuidado! – Foi Adriel o primeiro a perceber quando ela já tinha sido atirada certeira em rumo ao meu coração.

Empurrou-me para o lado rapidamente e cai no chão, sem poder lhe contar que estava protegida pela barreira feita por minha avó e minha mãe.

Olhei para cima a tempo de ver a flecha atingindo-o em cheio e explodindo em seu coração.

- Adriel! Não!!! – Gritei, levantando enquanto ele tombava.

Aproximei-me junto com todos e fiquei desesperada com o sangue que saia de seu corpo e aquelas pessoas tampando todo o espaço. Não sei como fiz aquilo. Apenas quis que todos sumissem, desaparecessem, para que pudesse ver e ajudar Adriel direito. Senti a expansão da barreira que me envolvia, empurrando todos que estavam próximos para longe.

Quando me abaixei e vi seu estado, senti tanta fúria contra Yzar, Eileen, os demônios e elfos negros que não percebi estar canalizando este sentimento junto com a barreira em forma de forte vendaval que arrastou todos para os ares e para fora.

Ele estava inconsciente, agora quase todo coberto por sangue. Respirava ainda, fracamente.

- Adriel, amor, estou aqui. Ouve-me? Fique calmo. Tudo ficará bem. Vou chamar as fadas de cura.

Levantei a cabeça e só então percebi o silêncio e o final das lutas. Minha mãe e minha avó tinham desaparecido e Elros, Gnom e Liah aproximavam-se rapidamente.

- Maise. – A voz dele era muito fraca. Estava com os olhos abertos. Abaixei-me para ficar próxima ao seu rosto.

- Psiu. Não fale, querido. Eles já estão chegando.

- Não há mais tempo. Não se esqueça do que me prometeu. Procure ser feliz. – Cada frase era seguida por uma golfada de sangue.

- Quieto, amor. Descanse. Depois falaremos. – Eu estava apavorada e as lágrimas desciam sem controle enquanto tentava estancar o sangue que jorrava de seu peito.

- Eu te amo. – Adriel continuou a olhar-me com seus doces e ternos olhos verdes, mas a cabeça tombou em minhas mãos e ficou imóvel.

- Adriel!!! Resista, amor. Por favor, resista. Não me deixe. - Eu procurava sentir seu coração dilacerado pela flecha.

- Vovó, Mamãe! Por favor, ajudem-nos! – Pedi, implorando, mesmo sem vê-las.

Neste momento os três chegaram até nós e olhei para eles suplicante.

- Ele desmaiou. Por favor, tragam as fadas de cura, rápido!

Eles olharam para Adriel e trocaram olhares entre si. Então vi!

A camada de energia que sempre envolvera Adriel e que eu achava tão linda estava movimentando-se em torno de seu corpo e pequenas partículas brilhantes dispersavam-se, saindo dele e desaparecendo no céu.

- Façam algo, rápido! Ajudem-me! – Eu tentava com as mãos segurar o que ele chamara de aura e impedir que saísse de seu corpo, mas eram cada vez mais rápidas e não dava conta. Quando vi que atravessam minhas mãos, percebi a inutilidade do gesto.

- Eliah! O que está acontecendo? Porque a aura está saindo dele e dispersando no ar?

- Maise... – Ele abaixou-se e tentou pegar minhas mãos. Vi seu olhar entristecido e não quis sua aproximação.

Levantei-me tentando novamente segurar as centelhas brilhantes que agora eram como uma nuvem despregando-se de seu corpo. Logo estavam alto demais para que sequer as tocasse e vi quando sumiram no azul.

Olhei novamente para Adriel. Ele estava diferente. Era seu corpo, mas não parecia ele. Era só a casca vazia feita com as energias da Terra que aderiram ao seu corpo espiritual, pensei com um sopro de esperança. Adriel não estava ali. Onde estava?

- Eliah, para onde ele foi? – Sem esperar por resposta, saí procurando-o pela casa, dizendo alto seu nome.

Quando vi que não estava ali, lembrei-me da cabana. Sim! É lógico! Adriel estava lá, à minha espera.

Saí correndo pela praia, mal percebendo todos os anjos e elementais que rodeavam a casa em profundo silêncio.

Cheguei sem fôlego à cabana e abri com um empurrão a porta.

- Adriel! Adriel, amor, onde você está! Estou aqui. - A cabana estava vazia e parei alguns instantes, confusa.

- Sim. A praia. É para lá que foi para refazer-se. É o que ele faz quando precisa renovar energias.

Sai rápido e atravessei correndo a pequena trilha em direção à praia.

Lá estava sua pedra. Vazia.

Aproximei-me sem acreditar, chamando-o ainda e quando concebi que não tinha outro lugar onde procurar, desesperei-me com a sensação de dor e vazio em meu peito.

- Adriel!!!! Adriel!!!

Gritei em direção ao horizonte e ao universo, com toda minha voz e força até que ela acabou-se e minha voz tornou-se apenas um lamento triste. Os joelhos dobraram-se na areia próxima à pedra de Adriel e agarrei-me a ela, soluçando e dizendo baixinho seu nome.

- Adriel. Adriel. Meu amor. Onde você está?


...


Texto registrado no Literar.

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