WhatsApp

 Grupo da Itinerante no WhatsApp

Amigos, este blog está em pausa, se momentânea ou eternamente não sei ainda. Vai depender de aparecer um game que me instigue a fazer novas postagens.

Mas eu e meus amigos continuamos na ativa, conversando muito sobre games e nerdices em nosso grupo no WhatsApp.

Este post é só para convidá-los a se juntar a nós. Para falar dos Finais Fantasys, Zelda, Pokemon, Dragon Quest, Persona ou de qualquer outro game ou tema que queira. Sempre tem alguém que joga, já jogou ou quer jogar. rs

Agora que praticamente todos já terminaram o Final Fantasy XV nós estamos comentando livremente a história, mas se alguém que ainda não finalizou entrar é só pedir que interrompemos os spoilers.

Então, caso queira se juntar a nós, basta clicar na imagem.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sobre a alienação



"A palavra alienação tem várias definições: cessão de bens, transferência de domínio de algo, perturbação mental, na qual se registra uma anulação da personalidade individual, arrombamento de espírito, loucura. 
A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, tornando-se sua própria negação. Alienação refere-se à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar, em agir por si próprios." - Wikipedia
"A alienação é precisamente a forma de desapossar os seres humanos das suas capacidades humanas e humanistas, das suas potencialidades, dos seus direitos." - Vaz de Carvalho - Alienação

Em outras palavras, Alienação, é quando um individuo perde a noção de seus direitos, passando a ser conduzido por outras pessoas e interesses que são contrários aos seus próprios interesses. 

Aplicação prática.

Exemplo 1:

Um homem vai à uma loja, compra e paga por um terno, uma camisa e uma gravata. Quando chega em casa, abre o pacote, percebe que a gravata está ausente. O que faz?

Se for uma pessoa normal: retorna à loja e exige a gravata pela qual pagou.

Se for um alienado: lembra que a vendedora era muito boazinha, fica constrangido, envergonhado e decide "deixar para lá".

Exemplo 2:

Um pai compra um PS3 como presente de aniversário para seu filho. Quando este tenta jogar, percebe que o aparelho não está funcionando. O que o pai faz?

Se for uma pessoa normal: retorna à loja e exige um aparelho em perfeitas condições de uso.

Se for um alienado: culpa o filho pelo estrago do aparelho, sem certificar-se inteiramente dos fatos, para não ter que "passar a vergonha" de brigar na loja.

Exemplo 3:

Um grupo de pessoas compra ingresso para um filme. Nos momentos finais, uma tela preta surge com a informação de que se quiserem ver o final terão que pagar mais o equivalente à 1/3 do valor do ingresso. O que fazem?

Se forem normais: chamam a polícia, a imprensa, seus advogados, processam o cinema, a produtora do filme, o diretor e todos que podem. Conseguem indenização por danos morais no valor de 2.000 vezes o valor do ingresso (além do final gratuito, lógico).

Se forem alienados: não imagino a hipótese de não haver reação em se tratando de um grupo de pessoas fisicamente reunidas no mesmo lugar e tendo seus direitos violados de maneira tão evidente e sem qualquer coação. Os não alienados protestariam e arrastariam consigo os alienados.


Exemplo 4:

Um grupo de jovens compra um jogo e nos momentos finais, uma tela preta surge com a informação de que o jogo continua, não se sabe como ou quando. Alguns meses após a desenvolvedora lança a continuação através de uma DLC paga. O que este grupo de jovens faz?

Se forem normais: Protestam, boicotam, não compram e fazem tanto barulho que a desenvolvedora vem a público pedir desculpas, dizendo ter se tratado de um mal entendido e que a DLC é absolutamente gratuita.

Se forem alienados: ficam eufóricos de felicidade por poderem jogar o final e pagam alegremente.

...

Logicamente isto não é um tratado sobre Alienação, que tem significado muito mais abrangente do que processos de compra e direitos de consumidor. Apenas, não se aplica ao tópico toda a discussão e limitei-me ao objeto em questão.


É uma ilusão acreditar que pode-se ceder ao desejo de algo "apenas uma vez" ou "apenas aquilo" e ser não alienado em todo o restante. É como um viciado que nega o vício e tenta diminuí-lo ou o alcoólatra que acha que apenas uma dose não fará mal. Ou como a mulher que apanha uma vez do companheiro e perdoa, acreditando que ele está arrependido. E está. Naquele momento. Assim como ficará novamente arrependido em todos os próximos. Aliás, cada vez mais arrependido, porque cada vez baterá mais e mais forte.

Quando você abre uma exceção, quando você permite que violem um direito que é teu, abre caminho para todos os próximos desrespeitos e perde o domínio sobre a condução de sua própria vida, que passa para as mãos justamente dos infratores, daqueles que desrespeitam.

Pense nisto.

:D

1 comentários:

Nil disse...

Excelente texto, Neiva. O estranho é que apesar de o consumidor estar cada vez mais informado, exigente econsciente de seus direitos, as mega corporações insistem em tratá-los como imbecis.Muitas vezes fica por isso mesmo, pois muitas pessoas preferem deixar prá lá, do que perder tempo esquentando a cabeça por uma causa dificil. No caso do referido jogo, por mais que eu goste dele, não dou mais um centavo por um dlc. De qualquer forma existe o youtube pra ver o final. Não é a mesma coisa, mas tapa o buraco.

Posts relacionados: